Home Data de criação : 09/04/25 Última atualização : 11/10/17 11:21 / 522 Artigos publicados

Características de Zé Carlos e Wanderley  (Cruzeiro) escrito em domingo 14 junho 2009 13:35

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Júnior afirma que nunca sonhou em vestir a 'camisa 10'  (Atlético) escrito em domingo 14 junho 2009 08:36

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Wellington Paulista fala sobre os possíveis companheiros de ataque  (Cruzeiro) escrito em domingo 14 junho 2009 08:35

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Wellington Paulista fala da velocidade do ataque  (Cruzeiro) escrito em domingo 14 junho 2009 08:33

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Quatro motivos para o sucesso  (Atlético) escrito em sábado 13 junho 2009 11:47



Pode o improvável dar certo? Em se tratando de Atlético, sim. Uma adaptação do técnico Celso Roth no meio-campo, com três volantes e um lateral esquerdo, tornou-se um dos pontos fortes da equipe, que ocupa a vice-liderança do Brasileiro. O tema é analisado pelos jogadores, principalmente os quatro ocupantes do setor – Jonílson, Renan, Márcio Araújo e Júnior –, todos elogiado pelo treinador.

A falta de um armador autêntico, para Renan, não é obstáculo para que outro jogador se adapte à função. “Júnior já jogou nessa posição no São Paulo. Nós atuávamos juntos.” Ele vê outros companheiros também capacitados a armar. “Márcio Araújo já jogou por ali, Carlos Alberto também. Celso Roth tem opções para mexer no setor, caso haja necessidade.” E atribui à sequência o sucesso do quarteto. “Com o decorrer dos jogos, vamos ganhando entrosamento. Cada um percebe qual é a do outro. A tendência é que o setor cresça ainda mais.”

Para Júnior, a explicação é outra. “Os volantes, hoje, têm de fazer as duas coisas, atacar e defender. Têm de saber sair jogando principalmente, pois é o princípio básico da armação das jogadas de ataque.” Acha que a maior dificuldade talvez tenha sido dele mesmo. “No São Paulo, joguei nessa posição. Depois, aqui, com Leão. Mas foram fatos esporádicos. Agora, com Celso Roth, é que estou sendo efetivado na posição. Senti algumas dificuldades no início, a maior delas o posicionamento. Confesso que fiquei perdido, por exemplo, quando íamos ao ataque e perdíamos a bola. Tinha de voltar para recompor o setor, mas não sabia onde estava, devido ao longo tempo que passei na lateral.”

O baiano afirma que nunca sonhou em jogar na função normalmente exercida por quem veste a camisa 10. “Nem nas peladas, quando menino, eu cheguei a pensar em jogar ali.” Sobre o fato de os quatro virem dando certo, Júnior diz ser consequência da decisão do treinador de repetir a escalação. “Não é só o meio-campo, mas também a defesa e o ataque. Isso é fundamental para o entrosamento.”

QUEBRA-CABEÇA Para Roth, a filosofia “temos de ser melhores do que somos” tem ajudado a equipe. Cita como exemplo, além do meio-campo, as laterais e a zaga, independentemente de quem jogue. A escolha de Júnior para ser armador é comparada à montagem de um quebra-cabeça. “Os dois volantes, Jonílson e Renan, têm capacidade de defender e sair jogando. Do Márcio Araújo, exploramos a velocidade. Já do Júnior, aproveitamos a experiência. Tudo isso possibilitou equilibrar o time, o que é fundamental.”

E são os quatro que terão a missão principal amanhã, contra o Náutico, no Mineirão. Para Roth, a principal arma do time pernambucano é a velocidade, como no Atlético. “Temos de anular esse setor para não ser surpreendidos.”

Confiante e embalada pela boa e invicta campanha, a torcida alvinegra já comprou 26.656 ingressos para a partida de amanhã.

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